Juntamo-nos semanalmente porque queremos, no apelo que o companheirismo nos estimula, nós os profissionais de provas já dadas à sociedade, condição “sine qua none” para entrada em Rotary. Mas reunimo-nos também porque sentimos o constrangimento da alma das injustiças do mundo, que só a partilha de ideias, alicerçada em sólida sabedoria, nos pode apontar o caminho e decidir as acções. É o exemplo dessa reunião histórica, do histórico sétimo andar, dessa cidade de Chicago do ano da graça de 1905, no encontro do advogado de visão do futuro, do negociante de carvão, de um dono de alfaiataria e de um engenheiro de minas. Era Chicago do começo do século, nas contradições de uma sociedade de emigrantes, forjando a nacionalidade. É a abertura ao próximo que desde aí não parou de crescer, no historial que tanto nos orgulha, em diálogo fraterno e solidário. E que força interior irradia dos nossos projectos, na beleza das nossas causas. É a luz contra o obscurantismo, na procura incessante da verdade”
Rotary e Sida, Reflexão e Solidariedade, Coimbra 2005.